Uma breve história sobre o carnaval de São Paulo e a programação dos blocos de rua.

As primeiras comemorações
O carnaval em São Paulo, de acordo com os registros da Câmara Municipal, teve inicio em fevereiro de 1604. Foi trazido ao país pelos portugueses, e era conhecido como “entrudo”. Esta farra, que teve início ainda no século XVI, acontecia na mesma época do carnaval atual, gerava muita violência nas ruas da cidade junto à música e dança. Nos registros da Câmara ainda consta um pedido para realização de uma “dança de pretos” no pátio da igreja do Rosário em janeiro de 1833.

Como várias outras festas tradicionais no Brasil, o carnaval também estava ligado à cultura africana, elo este que continua até hoje influenciando os blocos, escolas de samba e desfiles por todo o país. Até poucos anos desfilavam antes da apresentação do Grupo Especial no Anhembi, dois grupos de afoxé, o “Iyá Ominibú”, na sexta feira e o “Filhos da Coroa” no sábado. Iyá Ominibú significa “No fundo das águas ou Águas profundas”. Já o afoxé “Filhos da Coroa” também conhecido como “Omo Dadá”, foi fundado em 1980 pela Iyalorixá Wanda de Oxum e pelo Ogã* Gilberto de Exu, dois grandes nomes que representam as religiões de matriz africana no Brasil.

O primeio grupo carnavalesco
O “Grupo Carnavalesco Barra Funda”, fundado por Dionísio Barbosa, foi o primeiro cordão a circular em São Paulo, em 1914, pelas ruas do bairro do mesmo nome. A partir daí começaram a surgir novos cordões e os desfiles se expandiram para o centro da cidade.

Na década de 1930 o carnaval de rua em São Paulo era no centro da cidade, nas ruas Libero Badaró e no Largo de São Francisco. Nessa época não havia desfiles de escolas de samba como hoje.

A “Escola de Samba Primeira de São Paulo”, fundada em 1935 foi a primeira escola de samba de São Paulo. Depois vieram as escolas “Escola de Samba Lavapés”, fundada pela Madrinha Eunice em 1937, originada na Baixada do Glicério.

Alguns historiadores consideram que o carnaval de rua de São Paulo tem mais ou menos 100 anos e tinha dois tipos de carnavais até a década de 1950: um carnaval do burguês branco e um popular negro dos cordões.

Os primeiros investimentos no Carnaval

A partir de 1967 foi que o então prefeito Faria Lima publicou uma lei que previa investimento da prefeitura no carnaval de rua. Começaram a surgir, então os blocos e escolas de samba como Vai-Vai, Camisa Verde e Branco, que tiveram origem em cordões, sendo que o cordão Camisa Verde e Branco, originado no cordão Barra Funda, foi fundado por Inocêncio Tobias.

Foi a partir de 1968 que a avenida São João se tornou o palco oficial do carnaval de São Paulo, e que, por iniciativa do prefeito Faria Lima e das escolas de samba, seguiria o modelo do carnaval carioca. Em 1971 o desfile mudou para a avenida Tiradentes e em 1977 passou a ser no Sambódromo do Anhembi, na zona norte da cidade, que concentrava a maior parte das escolas de samba da cidade, como Mocidade Alegre, Unidos de Vila Maria, Acadêmicos do Tucuruvi, Unidos do Peruche, Império de Casa Verde, Rosas de Ouro e X-9 Paulistana, tem suas quadras na zona norte.

A Febre dos Blocos
Historicamente, a cidade de São Paulo não possuía grandes tradições nos blocos de rua como no Rio de Janeiro, Salvador e Olinda, contudo, entre 2010 e 2017, esse número se tornou expressivo e o carnaval de rua em São Paulo ganhou muitos adeptos. Em 2018, desfilarão pelas ruas da cidade 491 blocos autorizados. A previsão é que os blocos por volta de 4 milhões de pessoas.

Um levantamento da São Paulo Turismo (SPTuris) revelou que os gastos das pessoas que celebraram o carnaval na metrópole em 2017, cresceu 55%, em comparação com o ano anterior. O gasto médio subiu de R$ 617 para R$ 957 em três dias de folia. Houve também crescimento de 167,5% no número de turistas no Sambódromo e de 203% no blocos de rua. Neste ano, São Paulo registrou um salto de 7,7% para 20,6% em participação de turistas na maior festa do País.

A organização do carnaval já chama atenção de grandes empresas que buscam a folia para fazer ações, ativar suas marcas e ampliar vendas. A Folia além de garantir a alegria e diversão é também um grande negócio.

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Então confira neste link a agenda de todos os blocos que desfilam na capital: http://www.blocosderua.com/programacao-carnaval-bloco-de-rua-2018/

* No candomblé e religiões afins, título e cargo atribuído àqueles capazes de auxiliar e proteger a casa de culto e aos que prestaram serviços relevantes à comunidade religiosa.